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não me fechem a escola

por blogdocaixote, em 21.01.23

estamos quase todos tão focados em trabalhar para pagar as contas e ter o mínimo de qualidade de vida (sabes deus como em alguns casos) que resignamo-nos ou damos por nós a ver a escola como um local para deixar as nossas crianças

preciso de trabalhar, preciso de deixar os filhos num lugar seguro, não me fechem a escola, tenho de ir trabalhar, estou a perder trabalhos, não vou conseguir pagar as contas, os créditos

chegámos a este ponto, fizeram-nos chegar a este ponto

a escola não devia ser um sítio para depositar as crianças 

os professores não deviam ser vistos como os babysitters do século

greve de zelo? escrevia alguém... quero lá saber se ensinam o meu filho, preciso que ele esteja entregue até acabar o meu trabalho e poder ir buscá-lo

não me fechem a escola dizemos nós como pais 

não somos babysitters, dizemos nós professores

merecemos salário justo para o trabalho que temos, merecemos conseguir pagar as contas

merecemos qualidade de vida

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publicado às 20:07

notas sobre o trabalho (II)

por blogdocaixote, em 13.01.23

Estaciono a cerca de 100 metros da escola.

Os putos no recreio avistam-me e começam a gritar "ticher" "ticher"...

Sinto-me uma rock star! 

Se não fosse isto, já tinha ido embora. 

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publicado às 15:52

notas sobre o trabalho

por blogdocaixote, em 12.01.23

Comecei a manhã em frente ao portão da escola sede do agrupamento.

Como prof. de inglês no 1º ciclo, a minha ausência não faz mossa exceto na minha carteira, porque as aulas são dadas em coadjuvação. Se só eu fizer greve, a colega assegura essa hora. Por esta razão, ainda não tinha aderido aos movimentos de greve aos primeiros tempos do dia. 

Hoje abri uma exceção. Avisei a colega com quem ia dar aulas, para ver se ela se decidia a aparecer também e lá fui eu juntar-me ao cordão humano, que em frente à escola pedia "respeito", entre outras coisas.

Confesso que senti um quentinho no peito. 

Depois, lá fui eu à minha vida, para a escolinha na periferia. 

Entretanto, há-de vir um conveniente "parecer jurídico" a declarar este tipo de greve ilegal e quero ver que formas de protesto poderão ser usadas. Espero que as pessoas se mantenham firmes e unidas, independentemente de sindicatos e agendas políticas de bastidores.

Uma coisa é certa: resiliência não falta aos professores. 

Ah! apareci na "tubizão"! 

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publicado às 17:31

Para registo:

o calendário deste ano, não tendo sido um flop completo, também não foi um sucesso estrondoso, mas é para manter. 

As festas foram passadas no norte: natal com a sogra, noite de 31 de dez. para 1 de jan. com os meus pais. 

Houve alguma vida social, condicionada pela chuva, que fez questão de estar sempre presente, passei muit tempo com os meus pais e não peguei em trabalho.

Recebi os livros que pedi (mais um da Leila Slimani, um da Zadie Smith e o primeiro da Sally Rooney).

Estou a acabar de ler O pintassilgo da Donna Tartt e não posso levá-lo para a cama (salvo seja) porque me dá pesadelos (passo a noite a sonhar com gansters e mafiosos a snifarem linhas de coca enquanto elaboram planos para me matarem porque tenho algo que lhes interessa, mas nunca sei o que é).

As miúdas andam sempre ranhosas e com dores nalguma parte do corpo.

Não fiz, como sempre, declarações de fim de ano nem balanços (isto fica registado apenas para memória futura).

O regresso ao trabalho faz-se com greves e manifestações, embora no agrupamento onde leciono ande tudo a dormir. 

 

 

 

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publicado às 18:26

calendário do advento 2022

por blogdocaixote, em 24.11.22

CamScanner 11-24-2022 18.15.jpg

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publicado às 18:18

saí para a noite

por blogdocaixote, em 23.11.22

No sábado passado saí para dançar.

Vou repetir: saí para dançar.

Depois do jantar de anos do paterfamilias (oitenta anos já lá cantam), meti-me no carro e fui ter com as meninas. Disseram-me que não podia dizer isto, as meninas, que tem conotação de trabalhadora do sexo, mas para mim são as meninas, as amigas de sempre, do coração e do fígado, desde os tempos da faculdade (porque tenho outras, no mesmo patamar, de outros contextos). 

Fui ter com elas a Matosinhos, de onde seguimos todas num só carro para a baixa do Porto.

Eram cerca das onze da noite e não havia muitos sítios para estacionar. Foi uma aventura! 

Depois de devidamente estacionadas, começámos a noite num bar (não me lembro do nome). Nesta altura, a chuva tinha dado tréguas e sentámo-nos tranquilamente a conversar. 

Por volta da meia-noite e meia toda eu era sono e cansaço, mas diabos me levavam se deixava que os dois (cansaço e sono) me impedissem de continuar (mentira, se tivesse ido no meu carro acho que me tinha posto na alheta!).

Quando achámos que já não era embaraçoso ir para a discoteca, rumámos ao Tendinha 

Que deixar aqui para memória futura desta parte da noite? o quão estranha me senti, ali, como se estivesse fora de contexto. A faixa etária não era muito diferente da nossa (quarentas... cruzes! ver isto escrito dá um nó no cérebro); a música era do meu gosto (à laia de Antena 3, a minha rádio), mas.... não sei explicar...

sei que tive de fazer um esforço para descomprimir e relaxar, para me soltar e dançar, sem pensar muito em nada.

Quando me permiti relaxar diverti-me, mas não foi um processo fácil. Será que é de não fazer parte dos meus hábitos sair? será que é por estar mais velha? 

Às três e tal dei por mim a dançar  E a bocejar de sono, ao som de Ornatos Violeta.

Feita cortes, acho que fui eu que dei o mote para irmos embora. Afinal, ainda tínhamos de voltar a Matosinhos e só depois é que seguia cada uma o seu rumo.

A S. já fazia anos e eu falhei a tradição de não lhe telefonar a desejar os parabéns. 

Ficou mais ou menos prometida outra saída no próximo aniversário (o meu). Não sei é se aqui a cota de serviço vai ser capaz. 

 

 

 

 

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publicado às 17:31

para memória futura - são Martinho 2022

por blogdocaixote, em 11.11.22

Cheguei lá, com a barriga meia cheia, meia vazia. Eram quase onze da manhã, tinha engolido meio pão com manteiga e um café no "calhau". Tinha comentado com a colega que não sabia se ia ter castanhas porque me cheirava que iam fazer o magusto de tarde.

Cheguei lá, dizia, e cheirava a castanha assada. Ainda bem que no calhau me deixei ficar pela meia carcaça, porque me empaturrei de castanha assada na brasa, seguidas de morcela de arroz e broa. Isto tudo entre as onze e o meio-dia. Aula dada por esta teacher não houve, que os deixei apreciar as castanhas e o sol maravilhoso que nos batia na cara em jeito de palmadinhas serenas. No fim, não queriam deixar-me vir embora. Ralho, ralho e posso, às vezes, ser um bocado besta, mas depois os putos até gostam de mim.

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publicado às 17:53

assim coisas soltas e aleatórias

por blogdocaixote, em 08.11.22

Num universo alternativo, sempre que fosse necessário, removíamos as mamas e íamos à nossa vida. Voltávamos a pô-las quando quiséssemos.

(estou aqui a pensar que isto pode ser muito mal interpretado, principalmente por quem passa ou passou por situações oncológicas, mas só aqui vêm duas ou três pessoas por dia e doem-me tanto as ditas que gostava mesmo de as tirar um bocado)

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publicado às 18:54

para memória futura

por blogdocaixote, em 02.11.22

a mais nova começou a usar óculos ontem, dia 1 de novembro de 2022

a oftalmologista ficou espantada 

eu fiquei espantada

tem mais graduação que eu

os óculos ficam-lhe bem

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publicado às 13:14

assim coisas soltas e aleatórias

por blogdocaixote, em 01.11.22

Num universo alternativo, de cada vez que a mais nova fizesse o pino, o meu corpo sofria o efeito de três minutos em prancha e a minha pele o efeito de um lifting. 

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publicado às 17:18


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