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bois will be bois

por blogdocaixote, em 11.05.22

As doenças sexualmente transmissíveis são assim chamadas - transmissíveis - porque passam, única e exclusivamente, entre as mulheres. Não há homem que as tenha e que, por via de as ter, as passe às mulheres.

As gravidezes, já agora, são também da responsabilidade exclusiva da mulher, que circula pela vida a recolher esperma alheio, à revelia do macho.

Senhor Doutor médico de família, ensine as suas doentes a controlarem os ímpetos sexuais e a não angravidarem. Ou então, deixe-se lá disso de permitir IVGs só porque a paciente "pede". Continue também a não solicitar exames de diagnóstico de problemas provocados por relações sexuais desprotegidas. Assim, as possíveis doenças sexualmente transmissíveis não aparecem nas suas fichas, a sua reputação (do sr. dr.) não é manchada.

Em relação aos seus doentes machos, deixe-os lá andar livres e soltos. Afinal isto das consultas de planeamento familiar é só para mulheres. Os homens não planeiam nada, a gente já sabe. Boys will be boys, não é?  

 

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publicado às 12:54

desmazelo (de deixar de zelar)

por blogdocaixote, em 23.04.22

Escrever "lembro-me como se fosse hoje" não seria verdade, mas lembro-me bem de chegar a casa deles e vê-la, recém mamã, enfiada num par de velhas calças de fato de treino e uma sweat estragada, manchada de lixívia.

Sentámo-nos no sofá, com o bebé entre nós, e fomos pondo a conversa em dia. Eu estava muito longe de vir a ser mãe, acho até que ainda estava na faculdade, não sabia nada de nada.

Lembro-me de olhar para ela e pensar que nada justificava aquele desmazelo.

Lembro-me muitas vezes deles e dela especialmente. Como eu não sabia nada de nada.

Lembro-me muitas vezes dela, especialmente em dias como hoje, enfiada num par de calças de ioga e numa sweat da pantera cor de rosa. Ela tinha acabado de ser mãe. Eu não tenho "desculpa" parecida.

Talvez o modo covid, mas será que este justifica o desmazelo? 

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publicado às 19:06

Ao décimo nono dia do mês de abril de 2022, dois anos e picos depois do início da pandemia, os adultos desta casa testaram positivo, com sintomas, ao Covid19.

Nessa noite, a nossa gata deu sinais de morte e deixou-nos de madrugada. 

A minha Pata. A nossa Pata. 

 

 

 

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publicado às 19:13

Meia-idade

por blogdocaixote, em 16.04.22

Já somos homens e mulheres de cabelo grisalho. Não enganamos ninguém, chegámos à meia-idade, seja lá o que isso for.

 

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publicado às 11:44

notas soltas para memória futura

por blogdocaixote, em 09.04.22

A adolescência dos nossos filhos é um veneno que os pais vão tomando em doses homeopáticas. Eventualmente, eles crescem e deixam de o despejar no café ou nas bebidas e o que houver no sangue é excretado.

Para já, sinto-o nos meus poros todos.

Há umas semanas, voltámos (o grupo de teatro do qual faço parte) aos palcos.

O Marco perguntou-me há quanto tempo eu não me sentia feliz e eu fui capaz, sem sombra de dúvidas, de responder que me senti muito feliz no palco no fim de semana em que regressámos. Tanto, que desisti de desistir do grupo. 

O meu cabelo está cada vez mais branco. Os meus cabelos brancos não me incomodam por serem brancos. Incomoda-me o serem parvos, com uma estrutura completamente diferente dos outros que ainda não embranqueceram. Não são lisos, mas também não são ondulados. Fazem da minha cabeleira uma coisa estranha. O meu cabelo anda a contribuir, em parte, para o meu estado atual de estar um bocado na merda. É absolutamente "redículo", eu sei, um problema de primeiro mundo e de um mundo onde não temos de nos esconder em bunkers para nos safarmos de uma bomba, eu sei. 

Meio sistema de ensino está em pausa letiva mas nós em semestre, o que significa que pausas não são para nós. Pessoalmente, não tenho nada de bom a dizer disto da semestralidade. Nunca estive tão cansada e, provavelmente, tão ranzinza. 

Está esclarecida a minha ausência do caixote, nem eu me aguento. 

 

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publicado às 15:17

a ver....

por blogdocaixote, em 31.01.22

Talvez seja de andar a ler livros onde os fascistas ganham sempre, mesmo que percam a guerra, talvez seja disso...

Tenho medo e vergonha de termos agora um partido fascista com 12 energúmenos no parlamento. 

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publicado às 19:53

é só negas!

por blogdocaixote, em 21.01.22

Eu: pingo no nariz, dor de cabeça, umas vezes leve, outras mais chata, às vezes o corpo pesado, arrepios de frio... mas os testes feitos em casa continuam a dar negativo.

A mais nova: dores de barriga pela manhã, dores de garganta à noite... mas os testes feitos em casa continuam a dar negativo.

Ele: dores de cabeça, cansaço...mas os testes feitos em casa continuam a dar negativo.

Nunca chumbámos tanto, com a impressão contínua de que o professor se está a enganar na correção do teste. 

Amanhã vou levar o material para análise ao professor antigéneo, que ao contrário do que o nome indica, deve ser mais inteligente do que o outro.

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publicado às 15:41

Os Doentes do Doutor García

por blogdocaixote, em 21.01.22

Acabei ontem à noite os "Doentes do Doutor García".

É assombroso. A teia de acontecimentos e de personagens, umas ficticías, outras reais, o desenrolar aparentemente desorganizado e cheio de analepses e prolepses, as descolcações no espaço e nas personagens, nas formas de narrar, ora na primeira pessoa, ora na terceira, o ter de perceber onde estamos a cada capítulo, quem nos fala ou de quem nos falam...

o final, a pender para a tragédia premente que é a nossa enquanto peões... 

é o livro de uma vida.

 

 

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publicado às 10:36

para memória futura (natal, 2021)

por blogdocaixote, em 09.01.22

Este ano letivo terminámos as aulas a 22 de dezembro (por estarmos em semestres). No dia 23 fomos para o norte. Arrumámos malas e malotes, enchemos o carro e saímos.

Tivemos tempo para ir dar umas prenditas e por volta das seis da tarde já trocávamos os bs pelos vs.

O Natal foi passado na casa da avó paterna, com o costumeiro bacalhau cozido com batatas e o cabrito assado.

No dia 26 fizemos outro natal com os tios e a sobrinha. No dia seguinte, fomos em excursão a Braga, comer aquela que dizem ser a melhor francesinha. 

No dia 29 deixei marido e miúdas e rumei às beiras, com os meus pais. Li muito, dei umas voltas a pé, aqueci os pés à lareira. 

A sobrinha apareceu para passar a noite de 31 de dezembro para 1 de janeiro. No primeiro dia do novo ano apanhámos o comboio na estação de Belmonte e fomos até à Guarda. Este pedaço de linha, que esteve desativado durante uns anos valentes, voltou ao ativo no verão e vale a pena. 

Em casa, com a sobrinha, não houve tempo para aborrecimento.

As miúdas e o pai juntaram-se a nós no dia 2. Foi um regabofe de brincadeira entre primas.

Passámos a semana de contenção de contactos por lá. Demos um salto à serra.

Entre trabalhos de casa que não tinham sido feitos, jogos e brincadeiras, delas, trabalhos de formação meus, passou-se a semana. 

Amanhã regressamos à escola e, pela sondagem que fiz, está tudo sem vontade. 

Deve ser desta porcaria de momento em que vivemos, cheio de virus e medidas de contenção. 

Vamos esperar que, entretanto, o tempo nos dê algum ânimo. 

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publicado às 18:06

não faço resoluções

por blogdocaixote, em 08.01.22

mas este ano abro uma excepção (assim, como deve ser, com o p lá no meio) e decido que vou ler mais.

Acabei na sexta à noite o Meridiano 28 de Joel Neto e já dei comigo a ler os doentes do Doutor García, de Almudena Grandes.

Não sei qual é o fenómeno, mas é uma coisa frequente: dar por mim a ler muitos livros do mesmo autor ou pegar em autores cujas temáticas são semelhantes.

Parece que, sem que seja propositado, ando numa onda de romance de espionagem, onde se misturam realidade e ficção.

Ler mais é aquilo que decido fazer no ano 2022, a ver se me engrandeço e alargo o meu mundo. 

 

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publicado às 18:55


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