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adenda ao post sobre o dia do bolinho

por blogdocaixote, em 31.10.13

Eu gosto do dia do bolinho, é muito engraçado ver as donas de casa competirem pelo último saco de farinha, guardar os bolinhos que vêm da escola e da catequese e do atl e da natação e de todo o lado e ir com os miúdos pedinchar rebuçados que atestam as reservas de doces de cada casa para o ano inteiro.

Só não gosto mesmo é do bolinho em si. É coisa para provocar traumatismos cranianos se usado como arma de arremesso.

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publicado às 10:08

Ó tia, dá bolinho!

por blogdocaixote, em 30.10.13

Nesta época do ano, há por esta zona do país uma azáfama boa que não vejo no norte.

Cheira a erva doce, os stocks de açucar e farinha esgotam, abrem-se portas e vimos para casa mais doces.

Esqueçamos só o facto de que se começa a confundir o dia do bolinho com o dia das bruxas amaricado.

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publicado às 13:07

da educação cá de casa e da outra

por blogdocaixote, em 29.10.13

Ontem, foi dia de consulta de psicologia de uma e reunião de pais de outra.

 

Da consulta ficou algo que ainda não consigo classificar. Um misto de cepticismo com preocupação. Não conheço os "instrumentos" usados pela psicóloga que a levaram, após 45 mns de conversa e jogos com a Gr., a afirmar que a miúda precisa de ser "ajudada" em três áreas de desenvolvimento. Que a minha filha tem problemas na área social não é novidade, mas o resto deixa-me de pé atrás.

Tenho andado "pensativa". Será que foi alguma coisa que não fiz ou fiz no tempo errado, será que temos tido com elas as posturas corretas, será que somos nós o obstáculo ao desenvolvimento? Acho que é aqui que mais sentimos o peso da paternidade! tanta culpa, que vou tentando relativizar...

 

Da reunião, uma caldeirada de emoções tão bem camufladas...

Passei-me logo quando vi no quadro as percentagens dos critérios de avaliação. Eu nem sei explicar porquê. Aquilo incomodou-me.

Depois, só pensava na maratona que os putos têm feito e vão continuar a fazer até ao natal. A Mr. reconhece muito bem as letras que já aprendeu, mas tem dificuldade em juntar os sons, tal como grande parte dos miúdos da turma, segundo percebi em troca de ideias com algumas mães (andamos todas a trocar ideias umas com as outras).Ou seja, reconhece as letras p. a. i. mas não consegue ler a palavra pai.

 Indepentemente dessa "dificuldade" partilhada com os colegas, continua a copiar/ escrever frases magníficas como "É o popó da Pipi."ou "a tia tem um totó."

 

A professora acentuou a necessidade de, em casa, os pais trabalharem com as crianças nas suas dificuldades, mas da minha cabeça não saía uma coisa dita pelo meu pai, neste fim de semana: isto de os pais se armarem em professores...

 

E, para mim, a questão é essa: eu não sou a professora da minha filha! nem quero ser.

 

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publicado às 10:51

a minha vizinha

por blogdocaixote, em 28.10.13

A minha vizinha de cima chora. Chora muito e hoje chora e berra. Não é a primeira vez nem será a última, mas tem o condão de me pôr a pensar sobre o papel dos vizinhos.

Já muitas vezes, como agora, me apetece ir lá tocar-lhe à campainha e oferecer-lhe um abraço ou uma estalada, dependendo do grau de histeria (hoje, era uma estalada). O problema é que não faço ideia de como seria recebida.

 

Depois, fico a pensar que um dia, eu vou ser aquela vizinha que ouvia os gritos e não fez nada, a falar para a televisão, aquela vizinha que os telespectadores vão logo apelidar de insensível, no dia em que ela for encontrada morta na banheira.

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publicado às 12:49

relambório

por blogdocaixote, em 25.10.13

Esta casa precisa de ser aspirada todos os dias e ele ainda quer ter um cão.

Esta casa precisa de ser limpa todos os dias e eu deixo-as desfazer os sofás, comer bolachas e cereais em todo o lado (até cereais tenho na cama).

Esta casa precisa de ser arrumada todos os dias e todos os dias tenho de apanhar meias perdidas e sapatos de todos os tamanhos e feitios de todos os lados.

Mas porque é que as deixo comer em todo o lado?

Porque é que não mando logo guardar o calçado no sítio certo enquanto obrigo a raparigada as calçar meias que decalçaram e já agora mando também o pai arrumar aquela T-shirt que ficou ali pendurada e aquele casaco em cima do sofá?

 

E porque é que me passo logo, logo quando não fazem o que peço e me obrigam a chamar e chamar e chamar e repetir e repetir?

E porque é que dou o que me pedem se sei que assim que o faço, vão pedir mais e mais e exigir e fazer birra porque querem mais?

 

E porque é que começo logo de manhã a ranger e apertar os dentes?

 

deveria haver um sítio para adquirir paciência como se adquirem bananas e não ser esta coisa chata que parece que depende dos mercados e toda a gente sabe que os mercados não são fiáveis.

 

 

E quem é que casa em outubro, por amor da santa?

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publicado às 12:28

sindicalização: sim ou não?

por blogdocaixote, em 24.10.13

Tive sempre escrúpulos em sindicalizar-me e fi-lo há dois anos. Estávamos com problemas com a famigerada empresa que geria as AECs (já aqui referida Futurschool) e foi um sindicato que nos ajudou, em troca, claro da nossa sindicalização.

Os meus escrúpulos (palavra gira) vinham da ideia, que mantenho, da falta de classe da classe dos professores.

Tanto sindicato, vou fazer-me sócio de qual? E depois, vou saber a qual deles me amiguei?

 

Entretanto, por intermédio de uma amiga agente sindical de um dos muitos acabei por sindicalizar-me no dela, o tal que nos ajudou a receber os salários em atraso.

 

Entretanto, comecei a receber mails e a revista do sindicato.

 

Entretanto, fiquei com as 8 horas de AECs e achei por bem começar a descontar para o meu sindicato.

 

Pois que liguei para lá e aconteceu o que eu tanto temia: EU NÃO SABIA A QUE SINDICATO ME AMIGARA! NÃo ERA AQUELE, PORQUE NÃO TINHAM LÁ NENHUNS DADOS MEUS!

 

Acabou por ser o senhor do sindicato que não é meu a dizer-me qual é o meu.

 

E sim, eu não pertenço ao sindicato dos professores da zona centro! Eu pertenço ao sindicato dos professores da região centro! Vejam lá a diferença abismal! Que tola que eu fui, como pude eu confundir os dois?!

 

Percebe-se agora como é forte o sentido de classe da camada docente, da qual faço parte.

 

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publicado às 11:05

da Unifato

por blogdocaixote, em 23.10.13

Compra-se um par de calças.

O par de calças rasga-se todo nos joelhos uma semana depois.

Leva-se o par de calças e repetivo talão de compra à loja e os senhores que fazem?

 

Hipótese a) devolvem o dinheiro.

Hipótese b) dão um vale no mesmo valor para adquirir mais tarde outro artigo.

Hipótese c) trocam as calças por outro artigo no mesmo valor.

Hipótese d) decidem enviar as calças para o "laboratório" e contactar a marca que as fabricou para serem eles a decidir o que se faz.

 

Pois é! foi a hipótese d)!

É assim que não se mantêm clientes.

A unifato é para lá de espetacular!

Então querias comprar artigos de marca a preço mais barato e achavas que eles tinham de ter qualidade? És muita estúpida, pá!

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publicado às 20:42

a técnica

por blogdocaixote, em 22.10.13

Eu devo ser a pior técnica de atividades extra curriculares à face da terra! Já pus os putos a ver isto.

 

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publicado às 13:33

do M.

por blogdocaixote, em 21.10.13

Diz o M. que a nova torneira da cozinha (daquelas modernaças que se podem puxar tipo chuveiro e levar a regar as plantas) foi o fim de um problema "basilar" na nossa relação: as borras do café espalhadas na banca. Já eu acho que não.

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publicado às 12:39

da classe e da falta dela

por blogdocaixote, em 19.10.13

Aos 36 anos, após aceitar um horário de 8 horas de inglês no âmbito das AECs, num agrupamento de Leiria, descubro-me, e agora abro aspas, "Técnica de atividades de enriquecimento curricular" num mail que a escola enviou.

 

Isto vem muito a propósito dos pensamentos que tenho tido sobre a minha carreira docente: só fiz parte da escumalha e nunca ascendi a patamares dignos de ser considerada professora.

 

Eu explico:

1º ano: estagiária

anos seguintes: docente numa escola profissional não estatal, a recibos verdes, junto da camada estudantil que na cadeia alimentar está no fundo.

anos seguintes: Novas Oportunidades (ui, o degredo)

atualmente: AECs

 

Pronto!

 

Que os tipos do topo da cadeia (ministério da deseducação) me chamem isso é-me igual ao litro. Afinal, há pessoas de todas as áreas a lecionar AECs e a designação abrange-as a todas.

Que os colegas da escola o façam já me cai mal. Cai mal porque independentemente da área a que pertenço, a partir do momento em que me contratam para lecionar, nesse contexto eu e todos os outros somos professores, e não "técnicos".

 

Depois, lembro-me de que a classe do professor é a classe que não funciona por classe, logo é tudo gente sem classe. E então já não me importa tanto não ser considerada professora, porque eu tenho classe!

 

 

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publicado às 16:44

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