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Mais um caixote para atirar para lá a tralha que anda para aqui perdida.
A falta de determinado tipo de referências é tramada! Futebolísticas então, nem se fala.
Ao que parece, num dia qualquer da semana passada, atrevo-me a adivinhar que terá sido no domingo, deveria ter havido um jogo de futebol entre duas equipas daquelas que estão sempre nos primeiros lugares e que contribuem para um panorama futebolístico entediante como só no nosso país.
Pois, dizia que devia ter havido um jogo, que não se realizou.
Por não saber deste facto, só agora percebi parte da Mixórdia de temáticas de hoje.
Tenho de me lembrar disto quando, numa próxima aula que estiver a dar, (lá para 2045) algum miúdo não compreender um verso de Pessoa ou de Sophia.
A vida está sempre a ensinar-nos, catano!
Era um destes para aqui.... (e tudo o que supõe)
para matar o cinzento da alma e do céu.
Canteiro de flores em casa dos meus pais, na primavera.
Que se lixassem os treinos, a dedicação à causa. Obrigarem-me a fazer as minhas necessidades fisiológicas em grupo seria praxe!
Quais jogos olímpicos, qual carapuça!
Eu sou gaja (está bem, mãe, menina) de antena 3, há muito tempo, desde o início, desde o fim da XFM.
É a única radio nacional generalista que tem programas de autor e que dá tempo de antena aos mais variados géneros musicais, a primeira vez da música de que eu gosto é sempre na antena três.
Posto isto, tenho de confessar que, de há uns tempos para cá, tenho andado a sentir-me uma traidora, uma infiel, uma desleal!
Todas as manhãs, entro no carro para levar as miúdas à escola e a primeira coisa que me vem aos aouvidos é a antena 3, que transmite a rubrica sobre futebol e outros desportos do comentador da antena 1 cujo nome eu não consigo fixar.
Automaticamente, o meu dedo carrega no botão nº seis, onde está a rádio comercial.
E é ver-nos chegar à escola a rir à gargalhada com os disparates do homem que mordeu o cão e, agora, da mixórdia de temáticas.
Sou infiel, assumo. Mas é só de manhã!
"Eu pento e tu socas! "
Tradução: eu penteio e tu secas.
Eles e elas aparecem na nossa barriga e depois saem e a gente lê os livros e as crónicas e segue os conselhos dos médicos, dos avós, das amigas e das vizinhas e da desconhecida que presenceia a birra monumental que eles e elas fazem na rua e no fim, eles e elas são o que são e são como são e parece que as nossas acções e palavras pouco podem fazer.
Elas e eles saem feios ou bonitos, com cabelo ondulado ou liso que nem aletria, com nariz grande ou pequeno, com predisposição para determinado tipo de comportamento, mais ou menos afoitos, mais ou menos sensíveis, mais ou menos inteligentes e a gente só pode cruzar os dedos e esperar que o que fazemos, com consciência ou não de o estarmos a fazer, não os lixe para a vida toda e ainda temos esperança de que, caso lixe, eles e elas arrangem forma de dar a volta por cima.
São nossos, mas não são.
Esta noite, fomos muitos à mesa.
Metade aterrou aqui em casa de paraquedas, mas foi-se ao hipermercado alemão que fica mesmo ali à mão e o jantar ficou bom na mesma.
Mais noites destas para esta mesa aqui, se faz favor.
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