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não sei

por blogdocaixote, em 20.05.14

Entre o ter e o ser

entre o fazer e o não fazer

entre o dar e o receber

entre o estar e o não estar

 

estou um bocado perdida.

 

 

 

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publicado às 13:17

instagramless

por blogdocaixote, em 19.05.14

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publicado às 10:10

não faço anos

por blogdocaixote, em 16.05.14

Na cabeça da Gr. é impossível que duas pessoas façam anos no mesmo dia. Hoje, é dia de anos do afonso, não é dia de anos da mãe. Esses devem ser noutro dia qualquer que não o dia do afonso.

 

" - Não, tu não fazes anos, é o afonso dos meus meninos da escola."

Eu fazia-lhe a vontade, mas não há volta a dar. Eu hoje faço anos. 

 

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publicado às 11:33

exercício descarado

por blogdocaixote, em 16.05.14

As fotos que se seguem são declaradamente um exercício de egotismo e um apelo desvergonhado à vossa simpatia. Digam sem pejo o quão fabulosa e linda eu sou, apesar dos meus 37 anos. 

 

Em plena aula de barre terre:

 

 

 

Hoje! (sem make up)

 

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publicado às 10:13

...

por blogdocaixote, em 15.05.14

Não choro as perdas, das quais me lembro com mais força nesta altura.

Choro, creio eu, o que ainda não consegui ganhar para mim: a tranquilidade. 

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publicado às 12:24

primeiro estranha-se e depois estranha-se

por blogdocaixote, em 15.05.14

Depois destes anos todos a viver na incerteza do que vai ser a minha vida profissional, eu já devia estar habituada. 

Já devia estar entranhado que nunca sei como vou fazer para fazer dinheiro para ajudar a pagar as contas.

Já devia, mas não está. E esta é a altura do ano em que me começo a aponquentar. Esta apoquentação durará até ter trabalho no próximo ano letivo.

Será maior quando me vir a preencher o boletim do concurso nacional de professores, menor quando estivermos todos em modo "férias" e espetacularmente grande em inícios de setembro.

Entretanto, vou fazendo sangrias, bebendo vinho branco fresco, controlando a falta de paciência, brincando com as miúdas quando a consigo controlar, brincando (cof cof) com o marido e vendo os dias passar.

 

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publicado às 10:50

a culpa e a responsabilidade

por blogdocaixote, em 13.05.14

Somos, invariavelmente, os responsáveis pelas atitudes dos nossos filhos. Prefiro o conceito de responsabilidade ao de culpa. A culpa faz-nos entrar em estado comatoso, a responsabilidade permite-nos avaliar o que fazemos, assumir o problema e andar para a frente.

 

A Gr. tem vindo a piorar no que toca à frustração. Em casa, qualquer coisa é motivo para birra, quando menos esperamos.

Já não é só na hora de vestir, ainda que aplique a técnica sugerida por quem trabalha com ela na escola (diminuir o leque de opções para facilitar a escolha e cortar birras pela raiz). 

 

Por exemplo, hoje de manhã, fui para a cozinha preparar o nestum e ela aparece-me já a chorar. Chorava porquê? Porque queria ser ela a mexer a papa e vinha na assunção de que a papa já estava mexida. Teve de ser acalmada para perceber que ainda podia ser ela a fazê-lo e que não pode começar logo a chorar desta forma.

 

Ontem, antes de se deitarem, brincavam com o pai e os legos. O pai, na brincadeira, destruiu a própria casa e eu resovi entrar na brincadeira armada em godzilla. Destruí (que parva!) as construções que tinham feito, enquanto rugia "sou o godzilla, está na hora de ir para a cama!". Para a Gr., a mãe foi o fodezilla, que lhe destruiu a casa. Zás, birra de uma hora, que só o pai conseguiu acalmar. 

 

Ando, à medida que as birras se sucedem, que escalam em quantidade e qualidade, a tentar perceber o porquê e a única conclusão a que chego é que eu sou a principal responsável. Para evitar crises, satisfaço as vontades ou contorno-as, alimento-lhe a incapacidade de lidar com a frustração e crio um ciclo vicioso. 

A minha cabeça não pára. Toda eu sou uma gigantesca "não vou dar azo a birra", todos os meus neurónios se concentram nas tarefas que tenho de levar a cabo com ela e na forma como posso evitar birras. O resultado está à vista. 

 

A procura do equilíbrio tem-me levado a opções no mínimo contraditórias. O meu sentido de persistência, que eu tenho como fundamental para educar uma criança, está pela hora da morte.

Se insisto com ela para, por exemplo, se sentar à mesa e fazer as refeições como toda a gente, obtenho crises e um prato cheio de comida. Se a deixo andar, a rapariga vem quando acha que deve vir e come tudo. No meio disto tudo, eu já não sei bem o que devo fazer.

Esta minha inconsistência e insegurança estão a contaminar a progressão da miúda. 

Assumindo a responsabilidade, reconhecendo o problema, resta-me ser capaz de o resolver. Educar é lixado com F. 

 

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publicado às 09:46

explica tu!

por blogdocaixote, em 12.05.14

Isto de as pessoas se apresentarem em público de barba e vestido é muito lindo, revelador de preguiça (então não teve tempo de fazer a barba??) coragem e deprezo pelas convenções.

Mas agora vá lá o/a senhor/a explicar à minha filha porque é que uma mulher tão linda, apesar de não ter mamas nem anca, aparece de barba!

 

 

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publicado às 10:49

parabéns, R.

por blogdocaixote, em 09.05.14

A minha sobrinha, bebé de anúncio de fraldas, faz hoje um ano. 

Nunca vi olho azul mais bonito, caramba! 

Apesar de não quereres nada com esta tia (vejo-te tão poucas vezes, não é?), parabéns, R.

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publicado às 11:07

a bela acordada

por blogdocaixote, em 08.05.14

Há uns dois anos, este poderia ser o título de um post sobre a minha filha mais velha, que se batia bravamente contra o sono e era derrotada por volta das tantas da madrugada.

 

Hoje, é o título de um livro para crianças, que trouxe da biblioteca municipal.

Entre outros, achei graça ao título deste e à suposta desconstrução da história original da bela adormecida.

 

 

Na noite de terça para quarta li uma parte e ontem o resto. Estávamos bem instaladas na cama onde ambas têm dormido, a história ia correndo, já a bela princesa, cuja maldição era ficar acordada 100 anos, tinha crescido e esperava pelo príncipe que havia de quebrar o feitiço. Eis que ele chega e agora passo a citar:

 

"O príncipe abraçou-a, acariciou-a e deu-lhe um beijo tão apaixonado que a fez adormecer."

 

Aqui, o meu cérebro começou a soar o alarme, mas continuei a ler, até chegar aqui:

 

"Mas foi um dia muito especial para os jovens apaixonados, que passaram os três dia seguintes fechados no quarto da princesa. Os sons dos seus corpos amando-se"

(aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh)

 

"ecoavam pelos corredores do palácio (...) os jovens príncipes já não conseguiam estar muito tempo sem se amar"

 

(aaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh)....

 

Ao lado desta parte do texto, quatro desenhos dos jovens príncipes, onde a princesa vai deixando cair o vestido e se revela a sua roupa interior.

E agora, às 21h explicar o que estavam eles a fazer e porque é se que abraçavam assim e porque é que estavam em cuecas e

"é isto que os namorados fazem, mãe, é isto?"

 

Eu não sei quem raio escreve um livro destes ou quem é que o coloca numa estante de livros cujo tema é "primeiras leituras" sem deixar um aviso  sobre o conteúdo hardcore para crianças de seis anos.

 

Se calhar, foi a mesma pessoa que incluiu o livro de poesia para adultos na lista de livros para o 1º ciclo, no âmbito do plano nacional de leitura.

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publicado às 09:58



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