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o dia ideal para casar II

por blogdocaixote, em 31.07.15

Fotógrafo, pá! O fotógrafo!

Eu odeio a parte das fotografias nos casamentos. Sejamos honestos: é uma seca.

(já agora, levar o calhamaço do álbum para o pessoal ver também é, dispenso, não me mostrem, deixem lá).

Não era obrigatório escolher uma empresa (não é). Pedimos aos amigos e a uma miúda que está habituada a fotografar casamentos que nos tirasse uma com todos os convidados nas mesas onde estavam e que fosse circulando (mas que estava mais à vontade com a família do Marco, por isso fotografou mais "desse lado", coisa que só percebemos mais tarde e não dava para remediar, olhem, vamos repetir o casório porque há pessoas que, pá, olha, não aparecem as vezes suficientes, tá bem?) Esta é das cenas que mais me arrependo: não ter controlado minimamente as fotografias que iam sendo tiradas. Há casais "divorciados", tias que aparentemente não foram, primos com pais diferentes e a minha família ficou a perder.

Não há volta a dar, bola para a frente.

Animação! Animação! Outra cena que, não sendo má, podia ter sido melhor. Os senhores do espaço garantiram que dispunham da aparelhagem e de música variada, que não nos preocupássemos. Afinal, não.... a escolha musical era má até dizer chega, o que levou um tio do Marco a pegar na guitarra e cantar. Foi o momento em que algumas pessoas se despediram para ir embora (rais partam o tio!). Para se ter uma ideia, nós abrimos o "baile" ao som da música dos Patinhos (das melhores que lá havia....)

 

Resumindo, não foi um dia (noite) perfeito, mas foi muito mais próximo dos nossos desejos e da nossa maneira de ser do que um casamento numa "quinta", com cataratas de chocolate e bufete de marisco.

E, já agora, muito mais em conta.

 

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publicado às 16:35

O dia ideal para casar

por blogdocaixote, em 31.07.15

Parece que é hoje, se quisermos casar sem nenhum desgosto, de acordo com o Quim, como bem lembrou a simples e nice.

O dia ideal para casar....

Não há.

Há datas. Se quisermos casar no verão, pela igreja, as datas não dependem de nós, mas da agenda do padre da vila ou do sítio onde queremos casar.

Se não nos importarmos de casar noutra estação do ano, há mais datas disponíveis.

Eu não queria um casamento igual aos outros. Nos nossos planos, feitos meio a brincar, meio a sério, falávamos em picnics, em restaurantes self-service (casamos, depois vamos ali ao sel-service da esquina, o pessoal serve-se, come e vai embora), elaborávamos ementas malucas constituídas por arroz de feijão e jaquinzinhos, lasanhas e bolonhesas e ríamo-nos muito.

Quando efetivamente, naturalmente, sem cenas românticas à mistura à laia de filme, começámos efetivamente a falar a sério em casar decidimos logo que seria na primavera. Escolhemos um dia que estava livre, com cerca 7 meses de antecedência.

Depois, por sugestão de toda a gente, alarmada com o pouco tempo que faltava, começámos a fazer o périplo das "quintas".

O que descobrimos foi que se optássemos por uma "quinta" o dia do nosso casamento seria aquilo que a quinta queria, nós é que teríamos de submeter os nossos desejos à disponibilidade da "quinta" do ínicio até ao fim. Como se optássemos por um pacote de uma agência de viagens. E nós não queríamos isso.

A cerimónia seria ao fim da tarde, seguida de um jantar simples e sem salamaleques, sem fogos de artíficio ou rufos de tambor entre pratos.

Não havia nenhuma quinta que nos fizesse isso, ainda que a agenda estivesse livre. Há pacotes ou kits dos quais os gajos não fogem e se não querem vão-se embora. Foi o que fizemos.

Procurámos um estabelecimento habituado a servir neste tipo de evento, que tivesse um espaço minimamente bonito e combinámos, mais ou menos de acordo com os nosso desejos. Entradas normais, jantar constituído por dois pratos servidos ao mesmo tempo, sobremesas e um bolo de chocolate negro coberto de morangos.

Comprámos um papel maricas para os convites, fizemo-los e, ao longo dos dias distribuímo-los.

A irmã do Marco, dada às decorações, por moto-próprio, fez aquelas coisas pequenas, que para mim são mariquices, mas são giras para a maior parte das pessoas e que afinal até fizeram diferença na decoração do espaço.

 

Eu não queria usar um vestido de noiva tradicional, nem sequer queria usar vestido de noiva. Por sugestão da C., fui a Braga, a uma loja para lá de espetacular, onde escolhi um vestido que afinal era da noiva e deixou a minha sogra à beira de um colapso (eu vi na cara dela o medo transformar-se em alívio).

 

 

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publicado às 15:02

então, que fazes hoje?

por blogdocaixote, em 31.07.15

Lavo os azulejos da cozinha.

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publicado às 14:27

dele

por blogdocaixote, em 31.07.15

Quem o ouve, sentado a uma mesa qualquer, de pé, por aí, com o seu cigarro na mão, nunca suspeitaria de que ele já foi um grande totó. Daqueles totós que não disfarçam, vítimas de bullying.

Quem o ouve falar, com a sua assertividade, às vezes confundida com arrogância, às vezes mesmo arrogância a sério, de quem sente que "eu é que sei o que digo, por isso cala-te e ouve" não desconfia nem um bocadinho de que aquele tipo já teve de fazer um esforço enorme para parecer seguro e confiante.

Ninguém sabe que desse esforço resultou de facto um tipo seguro, que, mais do que isso, passa segurança e que, por isso, é uma gajo magnético, de quem quase todas as pessoas, em contexto social, gostam.

Mais dele do que de mim. Se por um lado isso me deixa toda babada, por outro, o meu cotovelo emite assim umas faíscas....

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publicado às 13:25

atualizações

por blogdocaixote, em 31.07.15

As miúdas estão bem e recomendam-se (obrigada, Titi e avó Sinha).

Nós também.

Entre pequenos afazeres domésticos, perna levantada a ler blogs ou livros (ando a despachar o Asterix, obrigada biblioteca municipal), entre almoços frugais e jantares pantagruélicos, sempre em boa companhia (obrigada Rosa), temos passado os nossos dias a dois.

 

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publicado às 12:31

não aconselhável a pais totós

por blogdocaixote, em 30.07.15

Como é sabido, estamos os dois, marido e mulher sozinhos, pela primeira vez vários dias seguidos. Embora fosse algo que já queríamos ter feito há mais tempo, as condições nunca se proporcionaram.

Já não sabíamos o que era ter o tempo todo por nossa conta e paira no ar um clima de satisfação contida e ao mesmo tempo o tal estranhamento de que falei.

Ontem, saímos para jantar à tinouca. Comemos, bebemos e conversámos bastante. A ideia de que estávamos por nossa conta, sem hora para voltar para casa, era (e é) maravilhosa. Estamos relaxados (de ressaca também).

Mas onde eu queria chegar é que a sensação de liberdade que temos é tão grande que ontem, alcoolicamente alterados, em pleno ataque de riso, diz o Marco: vamos pôr as miúdas à venda no olx, não vamos? como se fosse assim uma inevitabilidade que mais tarde ou mais cedo vai acontecer.

Salvaguardo aqui, para memória futura e para o caso de isto ser lido daqui a alguns anos por elas, que estamos cheios de saudade.

Acontece que acredito que como pais seremos mais felizes se, de vez em quando, nos for permitido este tipo de escapadela. Afinal, ser pai e ser mãe não significa viver única e exclusivamente em função dos filhos, ainda que haja muito casal por aí capaz de jurar a pés juntos que sim e que nós é que estamos errados.

Para esses, o meu middle finger.

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publicado às 13:29

isto do casamento

por blogdocaixote, em 29.07.15

Ele gosta de death metal

eu gosto de música brasileira

 

no mesmo local, à mesma hora,

ele sua como uma fonte

eu tirito de frio

 

ele não consegue estar quieto, as pernas abanam (pára com essa merda, estás-me a enervar! Deixa-me pá, estou a tocar bateria!), os dedos dedilham continuamente guitarras imaginárias, há sempre cenas para arranjar, fotos para tirar, merdas para arrumar

eu consigo estar uma boa meia hora sentada no sofá, a olhar para o dia de ontem e de hoje, só, quieta...

 

ele dorme destapado

eu durmo coberta até ao pescoço

 

ele bebe litros de água o ano inteiro

eu bebo zero (água)

 

ele só gosta de livros técnicos

eu nunca li uma coisas dessas

 

Mas algures lá no meio, a gente encontra-se e saem umas coisas engraçadas.

 

 

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publicado às 17:30

Porquê, senhor, porquê?

por blogdocaixote, em 29.07.15

Deve haver uma explicação da "piscologia" para isto: tenho todo o tempo do dia ao meu dispor, posso fazer tudo o que não posso fazer com as filhas em casa, posso andar por aí nua...

 

...mas estou a lavar as frestas do chão da cozinha com lixívia e uma escova de dentes velha.

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publicado às 16:29

caminhar, caminhar

por blogdocaixote, em 29.07.15

As caminhadas são o melhor exercício que se pode fazer. São gratuitas, desopilantes e iadaiadaiadaiada o caralhinho!

Tenho feito caminhadas de 4kms em passo bem acelerado, todos os dias. Chego ao fim quase nem transpirei.

Ontem atrevi-me e corri. Corri mesmo a sério, ao som de The dog days are over, corri como se os cães viessem atrás de mim. Hoje, as minhas pernas doem-me. O joelho, para já, está ok.

Moral da história: as caminhadas são uma treta!

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publicado às 14:59

mitos urbanos

por blogdocaixote, em 29.07.15

Eu achava que os fanhosos faziam parte do imaginário das anedotas.

Afinal existem. Hoje vi e ouvi um. Tive vontade de rir e fugi.

 

 

Eu sei que ambas as afirmações anteriores fazem de mim uma idiota chapada.

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publicado às 14:56

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