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tenho ciúmes!

por blogdocaixote, em 26.09.12

Aos dois anos e meio, a caminho dos três, a Mr. andava demasido envolvida na sua vida, no seu mundo de brincadeira e de faz de conta. A chegada da irmã mais nova foi vivida assim com alguma indiferença: era uma coisinha que se agarrava às mamas da mãe, que ocupava a mãe, que a certa altura começou a gatinhar e a andar pela casa, mas que não incomodava.

 

Depois, o ser gatinhante e caminhante começou a falar e a andar atrás da irmã, a "roubar-lhe" os brinquedos, a fazer gracinhas cada vez com mais graça e, imagine-se, a dizer coisas que faziam os pais rir às gargalhadas e a indiferença teve de dar lugar ao reconhecimento da existência de um ser que pode ser competição em tudo. Graças a esse ser caminhante e exigente de atenção, a Mr. já teve de mostrar as garras, marcar território e tal valeu-lhe umas sapatadas no rabo ou nas mãos. A Mr. não sabe (claro, é tão novinha e pequena) como essas sapatadas custaram aos pais, que sabiam exatamente como seriam interpretadas pela Mr, mas sabiam também que há limites que é preciso marcar. 

 

Agora, a Mr. é um poço de ciúme. O colo que damos à Gr, os mimos, a ajuda nas tarefas diárias, tudo tem de ser medido e dividido. Damos com a Mr. escondida atrás de cortinas porque, quando acordou, espreitou a cozinha e viu o pai a fazer cócegas à Gr, que acordou mais cedo.

Amua quando sente que a irmã está a ter mais atenção do que ela e, caramba, reconheçamos, a irmã tem mais atenção do que ela. Precisa de ajuda para muitas coisas que a Mr. já faz autonomamente e, para além disso, exige sem pudores a atenção que a Mr tem pudor em exigir, preferindo as cortinas. Como dar a volta a isto?

 

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publicado às 11:00


2 comentários

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trocatintas a 26.09.2012

Eh pá... Essa não é fácil. Uma vez li no blog Cócó na Fralda que haviam instituído o Dia do Filho Único, cuja intenção era que cada um tivesse toda a atenção dos progenitores como se fosse filho único, ou seja, almoçavam sem os irmãos, ou passeavam sozinhos, por exemplo. Adaptando à idade dela e às rotinas da familia, era giro ter uns minutos só para ela, nem que fosse uma história extra na hora de dormir, por exemplo. Tem que haver alguma vantagem em ser mais crescida :)
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blogdocaixote a 26.09.2012

O dia do filho único é giro. O problema é no dia a dia, na gestão da atenção que damos ou deixamos de dar a uma e a outra, na forma como a mais velha interpreta o que fazemos com a mais nova. Enfim, com pézinhos de lã, andaremos, na esperança de que seja uma fase que passe. Ou então, daqui a uns anos pagamos a terapia da mais velha.

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