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olhe, se faz favor

por blogdocaixote, em 09.06.15

...era um jantar bem regado. 

Sim, uns martinis antes, um bom vinho durante e um gin para terminar, daqueles bem feitos.

Para jantar, qualquer coisa boa, que não tenha sido cozinhada por mim, isso mesmo.

Para sexta-feira, numa espécie de comemoração do fim do ano letivo e do início de mais uns meses de desemprego sem direito a nada.

 

Obrigada! 

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publicado às 15:37

bolas

por blogdocaixote, em 09.01.15

Porque é que eu não consigo relativizar?

Porque é que não consigo relaxar?

Porque é que não consigo deixar de gritar?

Porque é que não consigo?

Porque é que não consigo deixar de criar expetativas?

Porque é que não consigo?

 

Doem-me as costas.

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publicado às 19:13

Formação do IEFP (o seu a seu dono)

por blogdocaixote, em 11.11.14

Sala de reuniões da junta de freguesia.

9.30 am

Senhora do IEFP chega e pede às pessoas que entrem e se sentem, enquanto lhe entregamos a convocatória.

Antes de me sentar, digo que queria esclarecer uma questão: "eu estou a trabalhar, nem sei se devia estar aqui."

Durante segundos, na minha cabeça passa-se o seguinte filme:

Senhora - "O QUÊ? ESTÁ A TRABALHAR E NÃO COMUNICOU AO CENTRO DE EMPREGO?! VOU JÁ CHAMAR A BRIGADA!" A SENHORA É UMA ASSASSINA! SENTE-SE ALI À ESPERA QUE A VENHAM PRENDER E LHE TIREM AS FILHAS!"

 

O que se passou de facto foi:

"Sim? vamos já ver isso, espere só um bocadinho." As pessoas acabam de entrar, ela gentilmente conduz-me à mesa onde tem os seus papeis e confirma a minha situação.

Quando lhe pergunto se posso manter a inscrição no centro de emprego mesmo estando a trabalhar, diz que sim e que há muita gente que o faz. Peço-lhe então que mantenha a minha inscrição e pergunto-lhe se, mediante isto, tenho de ficar para a formação, que ia durar uma hora. Diz-me que é como eu quiser. Eu digo que tenho muitas coisas para fazer e que me dava jeito ir embora. Ela sorri e diz-me: "então, adeus."

 

Como diria o sr Fernando Pessa: "e esta, hem?"

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publicado às 11:11

IEFP

por blogdocaixote, em 10.11.14

Fui convocada para uma reunião no local onde devería fazer as comparências quinzenais, para me obrigarem a frequentar uma ação de formação.

 

Estou desejosa!

 

Não ir implica a desinscrição do centro de emprego, coisa que não quero verdadeiramente perder. O centro de emprego da minha área de residência tem tido um papel crucial na minha vida. Qualquer problema, seja de que ordem for, eles ajudam-me. Ainda no outro dia lá fui, muito chorosa porque estava sem internet em casa e eles acalmaram-me, deram-me um chá de cidreira e eu vim para casa muito melhor. Outra vez, queimei o almoço, fiquei perturbada e lá fui eu. Sentaram-me numa cadeira, disseram-me que não era o fim do mundo e vim para casa muito melhor.

Não sei o que era da minha vida se não fossem eles e eu nem sequer estou a receber qualquer tipo de subsídio!

 

Os eventos relatados no 3º parágrafo são pura ficção. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

 

 

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publicado às 12:32

desemprego

por blogdocaixote, em 10.07.14

Afinal, a tag "desemprego" não vai engordar. Para esta trabalhadora não há subsídios, nem um...

Não haverá que contar. Espero pela carta oficial da Segurança Social a confirmar, farei as primeiras comparências quinzenais e não me preocupo mais. A vida é uma alegria e a gente faz poesia sem pensar.

 

Para registo, fique a conversa que tive com a Mr., a caminho do IEFP:

 - onde vamos mesmo, mãe?

 - vamos ao centro de emprego para eu me inscrever.

 - o que é o centro de emprego?

 - é o sítio onde as pessoas que ficaram sem trabalho se vão inscrever (duh!, não sabes nada, filha, pá!)

 - e vais-te increver em que profissão? 

 

 

 

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publicado às 15:31

cheira-me...

por blogdocaixote, em 09.07.14

... que a tag "desemprego" vai crescer nos próximos dias.... espero estar errada...

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publicado às 11:45

Eu ia hoje ao IEFP, ia, mas a minha filha mais nova, que tem acordado com pouca vontade de ir para a escola, hoje acordou sem vontade para nada.

Eu tinha duas opções: fazer tudo à força, e ela tem muita força e levá-la à escola de rastos, física e moralmente ou negociar e gerir a falta de vontade da miúda, o que poderia ser coisa para meia manhã.

 

Ganhou a segunda hipótese. Negociei, aparentando uma calma extrema, a ida para a escola e consegui sair de casa às 9.30, que era a hora a que, no plano original, eu já estaria no centro de emprego.

 

Agora, estou em casa, e tento convencer-me de que é só um dia, que amanhã vou conseguir deixá-na escola a hora decente, que amanhã deixo tudo resolvido, que não vale a pena ir à tarde ao dito centro, porque de certeza não ia ser atendida... e que fiz a opção certa...

Amanhã....

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publicado às 11:38

o drama, o horror

por blogdocaixote, em 08.07.14

O meu contrato de trabalho terminou hoje.

Amanhã, rumo ao centro de desemprego, para me inscrever e ver se desta vez tenho direito a alguma coisa e se não demoram 8 meses a dar-me uma resposta.

 

Estou com suores frios! 

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publicado às 22:44

Back to life, back to reality

por blogdocaixote, em 07.07.14

Regressámos de três dias em Baltar.

 

Antes, uma pequena anotação do que se passou na véspera da ida, para memória futura.

 

Andamos (anda o M.) com um peugeot 205 de 1877, emprestado por um colega, para substituir o carro que vendemos.

Deu-se o caso de ele ter de levar o carro a sério e eu ter ficado com o peugeot para ir levar a Gr. à escola.

Saímos de casa as 3 mulheres e lá fomos nós.

Segui as instruções do M. (tinha de puxar o ar ao carro) e seguimos o nosso caminho.

À entrada na vila, mesmo na primeira rotunda, as luzes do tablier acendem-se todas e eu achei que dali não vinha coisa boa. Não veio! O carro não pegou mais, mesmo à entrada da rotunda! Eu tinha deixado o telemóvel em casa (muito inteligente da minha parte, eu sei).

Tentei manter a calma, pus os 4 piscas, saí e fui por o triângulo. Entretanto, pararam dois senhores, um deles agente da GNR antes de entrar ao serviço, que me empurarram o carro para fora da faixa de rodagem. Tirei as miúdas do carro, os homens foram à vida deles e preparei-me para fazer o resto do caminho a pé. Desaba um temporal! Pára uma senhora numa carrinha vermelha que se oferece para dar boleia. Eu, armada em irresponsável que sai de casa num carro velho sem telemóvel, declinei a oferta dada a ausência de cadeiras para as levar. A senhora, felizmente, ignorou-me e fez-nos entrar para a mala, onde, juntamente com uma caixas de alfaces, nos depositou mesmo em frente ao infantário! a próxima vez que me virem aqui a dizer mal das gentes da batalha atirem-me uma bigorna para cima, se faz favor.

 

Agora o nuorte! Os primeiros dias serviram para vermos carros em segunda mão, o sábado para fazer nada e o domingo para sair. Foi um forrobodó completo. 

Almoço com duas amigas no mercado do Bom Sucesso e nem me atrevo a contar pormenores. Só digo que no feicebuque houve quem insinuasse que andávamos a beber de mais. O que interessa é que o almoço foi o melhor que se pode desejar: amigas com conversa semelhante a cerejas, boa comida e bebida ainda melhor (os vinhos do Douro estão excelentes).

À noite, mais amigas boas, num bar com música calma, ao vivo, regada por um gin que me causou azia.

 

Hoje, back to life, back to reality. Neste momento, tenho 4 miúdas aos gritos e a correr, dentro de casa e da minha cabeça também.

Amanhã estou oficialmente desempregada.

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publicado às 15:12

a minha crise

por blogdocaixote, em 03.06.14

Aqui há uns tempos, uma pessoa que faz aula de barre terre comigo partilhou uma "boca" que um senhor cubano mandou numa confererência a que ela assistiu. Quando convidado a falar sobre a crise portuguesa, disse que em Portugal não havia crise nenhuma, que ainda há muitos gatos na rua. Em Havana não há gatos na rua, enquanto apontava para a barriga.

Concedo que, realmente, a maior parte das pessoas que conheço ainda não recorre a receitas de gatos vadios para matar a fome, mas esta versão do que é uma crise a mim não me convence.

 

Quando falo com os meus colegas professores contratados, vejo o mesmo desespero, a mesma angústia que me assola a mim, resultante da ausência total de esperança num futuro melhor.

A conversa gira sempre à volta "do que vamos fazer". No meio da escola pública, o túnel aperta e vamos perdendo a esperança de trabalho, no privado, as vagas estão preenchidas ou reina o "compadrio", que aliás cresce cada vez mais também no público.

 

Somos milhares, num túnel do qual não conseguimos sair, mas insistimos. Somos teimosos ou burros?

 

Levamos até às últimas a máxima de que a esperança é a última a morrer e insistimos. Chega esta altura do ano e lá vamos nós concorrer ao concurso nacional de professores, sabendo de antemão que ali não há nada para 95% de nós.

Somos burros, é a conclusão mais óbvia.

Excluindo conclusões que,vistas de fora, são óbvias, o que se passa é que se nos pomos a pensar em alternativas, elas exigem  investimento em formação, para a qual a maior parte não tem capacidade financeira e sem garantias nenhumas de trabalho, ainda que precário.

 

Esta é a minha "crise".

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publicado às 22:10


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