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notas soltas para memória futura

por blogdocaixote, em 09.04.22

A adolescência dos nossos filhos é um veneno que os pais vão tomando em doses homeopáticas. Eventualmente, eles crescem e deixam de o despejar no café ou nas bebidas e o que houver no sangue é excretado.

Para já, sinto-o nos meus poros todos.

Há umas semanas, voltámos (o grupo de teatro do qual faço parte) aos palcos.

O Marco perguntou-me há quanto tempo eu não me sentia feliz e eu fui capaz, sem sombra de dúvidas, de responder que me senti muito feliz no palco no fim de semana em que regressámos. Tanto, que desisti de desistir do grupo. 

O meu cabelo está cada vez mais branco. Os meus cabelos brancos não me incomodam por serem brancos. Incomoda-me o serem parvos, com uma estrutura completamente diferente dos outros que ainda não embranqueceram. Não são lisos, mas também não são ondulados. Fazem da minha cabeleira uma coisa estranha. O meu cabelo anda a contribuir, em parte, para o meu estado atual de estar um bocado na merda. É absolutamente "redículo", eu sei, um problema de primeiro mundo e de um mundo onde não temos de nos esconder em bunkers para nos safarmos de uma bomba, eu sei. 

Meio sistema de ensino está em pausa letiva mas nós em semestre, o que significa que pausas não são para nós. Pessoalmente, não tenho nada de bom a dizer disto da semestralidade. Nunca estive tão cansada e, provavelmente, tão ranzinza. 

Está esclarecida a minha ausência do caixote, nem eu me aguento. 

 

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publicado às 15:17


2 comentários

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Big a 10.04.2022

Foi muito bom ler este regresso!
Com alguns problemas já me identifico (cabelos brancos, semestres, cansaço), outros ainda não chegaram, mas já os temo (ai a adolescência e logo duas ao mesmo tempo!!)!!
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lettersandwords a 13.04.2022

Adorei a metáfora inicial!

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