Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Mais um caixote para atirar para lá a tralha que anda para aqui perdida.
Eu era o Dumbledore, num sofrimento excruciante, a despejar a bacia daquela poção amaldiçoada, para chegar ao horcrux.
Eu era o Dumbledore a engolir aquela mistela, só que a mistela não era uma poção amaldiçoada e objetivo não era encontrar o horcrux.
Fui bebendo litro atrás de litro e colocando a possibilidade de não fazer exames nenhuns, afinal eu não tinha nada, quase de certeza, para que é que eu estava a sujeitar-me àquilo, já chega, por favor, mais não, mas isto cresce no copo em vez de diminuir, juro que há bocado parecia menos, isto cresceu, mas e se tenho uma pocaria qualquer a crescer-me aqui no corpo e depois não sei, bebe mais, anda, um bocado mais, já chega.
E bebi quase tudo, juro, no último litro vomitei, se fosse o Dumbledore, coitado, lá se ia o horcrux, lá se ia a possibilidade de destruir o Voldemort, mas eu não sou o Dumbledore e bebi quase tudo e fui fazer o exame na mesma. E não tenho nada, ainda bem.
Si você passou seu final dji semana limpando vômito e fazendo os trabalhos dji casa dji seus filhos!
Estou tão habituada a ser chulada, pagar e calar que, quando me "oferecem" coisas ou quando olho para a conta e não me assusto, fico de pé atrás, com medo de estar a ser enganada.
Fui a um fisioterapeuta novo em Leiria. Depois de uma sessão, "mandou-me" voltar lá para fazer exercícios no ginásio da clínica, uma média de duas vezes por semana, a custo zero. Ainda não estou em mim.
No dia 1 de dezembro de 2107 o meu ombro esquerdo "quebra". Passo o fim de semana a analgésicos. Corro todos os que tenho em casa, de 4 em 4 horas. No domingo à noite não aguento mais e vou às urgências.
Sem me tocar, o "ortopedista" de serviço diagnostica-me uma tendinite e manda-me tomar mais análgésicos e fazer "calores".
Na segunda vou ao médico de família, deveria voltar a trabalhar após a retirada da vesícula. O meu braço esquerdo não levanta e tenho dores, muitas dores, mesmo com o que o "ortopedista" receitou.
Minto ao meu médico de família, que é uma besta e digo-lhe que não estou boa para ir trabalhar (não estou mesmo, mas à conta do ombro, não de vesícula que já não tenho). Venho para casa com mais dias de baixa. Nessa tarde, cheia de dores, faço contas à vida. Estou um bocado desesperada e lembro-me de tentar uma sessão de fisioterapia ou osteopatia, sem saber mesmo se tal é possível sem ter requisição médica.
Acabo por conseguir marcar. Chamo um táxi. Chego e explico o que se passa. A fisioterapeuta aconselha-me ir ao um médico, para pedir que me façam exames médicos. Saio da sessão com menos dores e o meu braço já sobe um bocadinho.
Vou a um outro ortopedista. Descubro que tenho calcificações no ombro, que serão elas as responsáveis pela tendinopatia. Aconselha-me uma infiltração. Recuso. Já ouvi falar horrores, não quero. Manda-me fazer mais fisioterapia. Pode ser que a coisa corra bem.
Faço fisioterapia, dezanove sessões, gasto uma pipa de massa e, por ainda ainda não estar a 100%, vou AO especialista em ombro, ao suprasumo dos especialistas.
Ele faz-me uma infiltração e, dezanove sessões de fisioterapia depois, uma grande pipa de massa depois, o meu ombro volta à estaca zero. Tenho dores e não levanto o braço.
Faça-se operar à vesícula, fique sem ela. Venha para casa com instruções básicas e reduzidas como "não coma gorduras nas próximas 2 a 3 semanas, só cozidos e grelhados sem gordura."
Coma o que lhe mandam, não irá comer muito porque na verdade não lhe sabe muito bem.
Passadas três semanas, comece a introduzir, lentamente, acha você, gordura na alimentação: leite meio-gordo, um bocadinho pequenino de manteiga no pão, azeite na sopa e em legumes...
Passe um dia a vomitar e a ver-se livre do que comeu nos últimos dias por outras partes do corpo, fique enjoada e nauseada.
Perderá peso, de certeza absoluta!
Já consigo espirrar, só não consigo assoar-me.
Tossir continua difícil, mas a sensação de que tenho uma bola de ténis metida na caixa toráxica está muito menor. Ainda falo aos bochechos e ainda me custa respirar fundo.
Da próxima vez que tiver de tirar uma parte do corpo tenho de me lembrar destas minudências.
Tirar a vesícula e já voltei.
Post enviado do telemovel sem acentos nem cedilhas Ser mae e tambem receber o ultimo bocadinho da bolacha preferida enquanto estamos deitadas no sofa com uma grande dor de garganta. Toma mae, a tua preferida. E ouvir da boca do rebento mais velho que hoje ela trata de tudo.
Iac!
Sou mulher de leite de vaca.
Um dia, apanho um cancro qualquer e o médico vai-me dizer que é derivado do leite.
Há trocadilhos bem piores.
a) Ficar doente de um vez, com os sintomas todos.
b) Ir sentindo coisas diferentes durante a semana, ora dor de cabeça, ora dor de barriga, ora tonturas, ora náuseas....
Uma delas fica doente e eu nunca apanho nada, mas vou tendo os sintomas todos, um ou dois de cada vez...
(*) conceito pensado e desenvolvido originalmente por Bruno Nogueira (aqui não se plagia).
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.