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"vão vir dias bons" (escreveu alguém)

por blogdocaixote, em 02.09.21

não sei se serão bons

diferentes com toda a certeza, colocada pertinho de casa, a frequentar locais que já me são familiares noutros contextos

venha de lá esse ano letivo 2021-22

 

P.S1. hoje já fui a Mafra, tratar de outros quinhentos.

P.S2. aquele código que colocamos no fim, por descargo de consciência? nunca, se só significar merda ficar lá colocado. Estamos sempre a aprender!

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publicado às 18:55

she's craaazyyyyy!

por blogdocaixote, em 16.03.21

Voltei, voltei, voltei à escola. Ainda agora estava em casa e agora já estou lá! (ao som de Dino Meira)

Os putos, aparentemente, na boa. Como se não tivéssemos ficado em casa sete semanas, como se ainda na sexta-feira passada lá tivessem estado.

Fizemos teste de compreensão oral (que bruta! os putos ainda todos remelosos de sete semanas em casa e mandas logo com teste!). Os do 3º tinham de pintar os animais da quinta.

Eu avisei logo, com olhos bem abertos, que era uma "crazy farm", mas eles acharam muito estranho que a cow fosse red. Olhavam para mim, com o lápis de cor vermelho na mão, ar espantado e hesitante. Oh titcher, oh titcher! a sério? E nenhum queria começar a pintar a cow de red.

"Come on, it's a crazy farm! start colouring, 'cause next comes the chicken and my chicken is blue!"

A titcher é maluca! ele não disseram, mas vi nos olhinhos deles que acham a professora de inglês maluca. 

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publicado às 18:59

Mães

por blogdocaixote, em 25.02.21

Já estou naquela fase do e@d em que quero mandar tudo para o car@!#0!

Mães que se escondem enquanto dão respostas pelos filhos, mães que ligam às outras mães que não acompanham os próprios filhos para chibar o que fez a professora ou o que disse a professora, mães que dizem a boca cheia que os filhos não têm tempo para fazer os trabalhos de inglês, como se estes fossem opcionais, mães que vêm assistir às aulas dos filhos com os bebés ao colo em crise de cólicas, pais que gritam lá do fundo enquanto o filho responde a uma pergunta colocada pela professora, mães que ralham com a professora porque ela ainda não perguntou nada ao filho dela, que não pára quieto na cadeira nem está um segundo calado (ralhar com o filho é que não)... 

Mães.... 

 

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publicado às 17:05

ensino à distância 2.0

por blogdocaixote, em 13.02.21

Sobrevivemos à primeira semana de escola em casa.

Quatro salas de aulas online, três espaços de trabalho, três computadores alternando com telemóveis sempre que necessário, manuais da mais nova, que é uma desorganizada, espalhados por todos os cantos, mas chegamos à sexta-feira à noite e tenho todos os planos de trabalho mais materiais agendados.

Está mais fácil por uma lado, mas mais difícil por outro. Mais fácil porque a máquina está mais ou menos oleada, não me preocupo com o que o super colega de trabalho faz (os vídeos, as apresentações, os googleforms e o c@r@.... ), faço o que posso, com o tempo que posso e seja o que for. Apanhei uma turma que no ano passado foi do super colega e, ao contrário do que pensava, os miúdos não sabem nada, nem falar, nem escrever o básico. Portanto é assumir que nem ando a fazer um trabalho mau. Há sempre vinho às refeições e um episódio de uma série qualquer para me levar bem disposta (relativamente) para a cama.

Por outro, mais difícil porque estamos cansados, porque chove e está frio, porque o céu cinzento é deprimente. Porque não podemos estar com ninguém excetuando nós os quatro, todos os dias, mais uma vez. Porque não vemos o fim à vista.

Num destes jantares comparei estes dois confinamentos a um parto de uma criança, à forma como uma mãe lida com a primeira vez que dá à luz, e depois como lida com a segunda vez. No primeiro confinamento não sabíamos o que nos esperava, tal como uma mãe que nunca pariu. Vai-se mais ou menos na boa, na expetativa de que vai correr bem, por isso ainda acreditávamos nos arco-íris. No segundo filho sabemos ao que vamos, já não há arco-íris para ninguém. Queremos é que acabe e pronto, mas esta merda nunca mais acaba e quando é que o bebé nasce, pôrra, tirem-no daqui, depressa, acabem logo com isto, dasse! 

 

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publicado às 15:19

Relambório sobre a escola e os armazéns

por blogdocaixote, em 18.09.20

"A escola tem de se reinventar." 

"A escola tem de se reinventar." 

"A escola tem de se reinventar." 

Estas semanas que se passaram, de preparação para o início do ano letivo que começou ontem, foi a frase que mais ouvi, enquanto professora, da boca da direção, de coordenadores, enquanto encarregada de educação.

A escola tem de se reinventar é mensagem que vai direta ao ouvido dos professores, que dão as cara pela escola todos os dias à opinião pública. Se os professores não se conseguirem "reinventar" a escola falhou. 

Que grande pôrra! E a sociedade civil, as instituições, as entidades patronais não têm de se reinventar? 

Na reunião com a direção da escola, os pais estavam muito preocupados com as tardes livres e manhãs livres que os filhos passam a ter, exigindo que a escola dê soluções. A escola não é armazém de crianças.

Não passa pelas nossas cabeças que é às entidades patronais que temos de pedir soluções? Que horários rigídos das oito às seis da tarde já não fazem sentido? que a família deve estar primeiro? 

Não é só a escola que tem de mudar. Somos todos nós. 

 

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publicado às 11:49

Eu podia dizer que não tenho tempo para me coçar, mas era mentira, porque tenho, e uso-o para fazer isso, coçar-me ou ir arrumar as almofadas dos sofás pela milésima vez ou apanhar a roupa que secou e arrumar a cozinha do lanche que daqui a pouco são horas de jantar.

Passo os dias sentada ao computador, com um olho no #estudaemcasa, outro na mais nova e um terceiro que vamos fazer de conta que existe (não o do c*) e vou ver a mais velha que montou a escola no quarto e emerge para brincar um bocadinho ou meter comida na boca. Passo os dias a responder a mails e a ver fotos manhosas de páginas dos manuais (que não pedi, mas já que os pais se disponibilizaram a fazer eu não consigo ignorar), a contabilizar quem está a dar notícias e quem não está, para enviar mais mails para responder depois.

Nos intervalos dos mails tenho ideias para apresentar a matéria aos miúdos em modo à distância, mas depois descubro que não consigo fazê-lo porque não domino as ferramentas necessárias para o fazer. E quando descubro quais são e tento descobrir como usá-las o meu computador entra em modo arrastadeira e não saio do sítio. E o pior é à noite: passo-a toda a "explorar" a dita aplicação, o cérebro não desliga e acordo ainda mais cansada.

Ponto giro destas semanas que foram as primeiras do ensino à distância em modo oficial (porque na verdade estamos assim desde 16 de março): falar com os putos nos meetings desta internet fora. Depois de umas quantas sessões online já dominam netiquette e portam-se muito bem. Ontem quase me vinham as lágrimas aos olhos ao ver uma turma espalhada pelo éran, todos de micros desligados à espera. E quando lhes dei ordem de soltura e eles puderam falar uns com os outros! A loucura.   

E ontem à tardinha, os nossos coordenadores foram aos grupos de trabalho do whatsapp dar uma de relações públicas, foram agradecer o empenho e blá blá blá de todos, desejando um bom fim de semana de descanso, que é merecido. Descanso? onde? Se às oito da manhã já eu estou na cozinha a pensar no trabalho que ainda me falta fazer para pôr a próxima semana de aulas a andar?

Se passei a noite toda a explorar o flipgrid a a tentar fazer screencasting com o sreencastify? 

(não sabem o que é? estudassem!)

Hoje é 25 de Abril. Daqui a pouco ponho a Grândola a tocar, choro mais um bocadinho e logo à tarde furo o confinamento para ir dar uma volta com duas pessoas que não são do meu agregado familiar. Não hei-de apanhar covid e os putos hão-de agradecer não ter trabalho de inglês, se for caso disso. 

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publicado às 08:36

Rescaldo da primeira semana de aulas

por blogdocaixote, em 20.04.20

Então, miúdas, que acharam da primeira semana de aulas?

Não foi má, dizem. 

E de que gostaram mais? 

Eu gostei da aula de cidadania, responde a Mr.

Sim?

Sim. Daquele momento em que o professor nos deixou sozinhos a falar uns com os outros. 

Moral da história: virtual ou real, o melhor da escola continuam a ser os intervalos. 

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publicado às 21:05

só tu é que não percebeste!

por blogdocaixote, em 21.10.19

O professor de história da mr. vive rodeado de mitos urbanos que ele próprio foi criando ao longo dos anos.

Já tínhamos ouvido histórias do arco da velha sobre o senhor. 

Este ano, a mr. já chegou a casa muito excitada com a notícia de que o professor é alérgico às radiações e, por isso, possui um medidor de radiações, que leva para as aulas. Ai dos miúdos que não desligarem os telemóveis nas aulas dele. Ele deteta logo, com o seu medidor!

Este fim de semana, chegou a casa com a missão de ver o planeta dos macacos. O planeta dos macacos? por causa do home erectus, por causa da evolução da espécie humana? perguntei eu.

Não! para vermos o futuro, o professor de história disse para vermos o planeta dos macacos, para vermos como vai ser o nosso futuro!

Óbvio, não?

 

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publicado às 13:41

Seis horas de aulas e quatro kgs de mochila depois, fui buscar uma.

Oito horas de aulas e oito kgs de mochila depois, fui buscar a outra.

Este foi o primeiro dia. Delas.

Do pai também, numa nova relação profissional, com uma nova escola. Ainda está na fase de enamoramento. Saíu de casa antes das oito da manhã. Ainda não chegou a casa. 

E eu? Eu começo amanhã. 

 

 

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publicado às 19:41

Kilimanjaro

por blogdocaixote, em 12.09.19

É assim a torre de manuais e cadernos da mais velha. Ainda faltam coisas.

IMG_20190912_165518.jpg

 

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publicado às 16:56


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